segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Onde tudo começou...

Estava conversando com meu amigo Fred e falavamos sobre a várzea, bateu uma imensa saudade dos velhos tempos do meu antigo bairro e então pensei em postar algo sobre isso, afinal, quem realmente ama o futebol e vive isso de verdade e nunca jogou, torceu ou acompanhou um time de várzea???

Eu cresci num bairro chamado Sônia Maria em Mauá, bairro Operário do Grande ABC Paulista, onde as pessoas trabalhavam a semana inteira e no fim de semana jogavam no campo de várzea e a noite iam a um badalado Bar de Rock curti banda ao vivo, e sempre tinha que ter um cover do Ramones ( só que viveu sabe! ), enfim...

Hoje é deprimente, mulecada querendo ser "Projeto de malandro", "catando" as gatinhas, em plena Segunda-Feira dia de trampo ficam dando "rolezinho" de moto pagando de "Playboy do Subúrbio"...TRISTE, mas é FATO!

Voltando ao assunto, a Várzea é um lugar mágico, sim, mágico, chuteira velha, uniforme rasgado, campo de terra, arquibancadas sujas e quebradas com os tios rabujentos e gordos reclamando com o juiz, e mais que tudo, havia coração...

Não era só o "futebol do fim de semana", era muito mais, um sentimento inesplicável, fui a muitos jogos com meu tio e minha família, quantas histórias (risos), meu avô chegou a apitar jogos de várzea com revolver na cintura, FANTÁSTICO!

Queria poder um dia entrevistar e fazer algum vídeo sobre os campos de várzea pelo brasil, quantas histórias não deve ter naqueles campos secos e judiados...

Hoje eles são levados diretamente para as fábricas e lançados em belíssimos estádios "MODERNOS", sem ao menos ter a chance de entender o que é o "Amor a Várzea"...

Abraços e Beijos
El pibe Gui

3 comentários:

Ed disse...

Conhecí o blog por intermédio de outro torcedor do Flu-RJ e achei do caralho. Sobre isso que você postou agora, vivemos mesmo essa realidade. Moro no Rio de Janeiro, vou fazer 40 esse ano e lembro que meu velho cansava de mostrar pelos lugares q passavamos antigos campinhos de pelada que foram cedendo lugar ao crescimento urbano. Dentro dos grandes centros, os campinhos sumiram e no máximo encontramos quadras poliesportivas que são pouco utilizadas, principalmente pela falta de segurança. Os moleques que surgem como futuras promessas não pensam mais em dar títulos aos seus clubes do coração e sim em quanto poderão ganhar indo pra fora... É foda isso... Cada vez mais estamos nos afastando do título de país do futebol e virando celeiro do futebol. Um amigo que está fazendo o doutorado sobre isso me mostrou estatísticas onde os nossos jogadores se fossem incluidos nos produtos exportados ficariam entre os tres primeiros, junto a soja e carne de boi. Um abraço, parabéns pelo blog, que aumentou ainda mais meu ódio pelo futebol moderno...

Por:Guilherme (EL Pibe) disse...

Dale Ed, exatamente isso cara! é triste, e o mais tirste é que pras pessoas iso é "Normal", pra elas é a "evolução" modrnização", e eles não entendem que a lugares onde há modenização atrapalha e destroi, a cultural nossa principalmente é um lixo, antes a mulecada (me incluo nisso) crescia com o sonho de "Jogar" no seu time, hoje "jogaré um detalhe, desde que jogue bem, pois o que realemnte importa é o dinheiro, os carrões e as garotas, uma vida luxuosa e cheia de ilusões...

Dale ED, Valeu!
Um grande abraço
Pibe

Frederico disse...

Naquelas peladas onde a grama só nascia fora das linhas do campo é que estava a essência do que hoje chamamos 'futebol'. Só fico triste pela geração que está nascendo, vão ter como espelho de futebol um cristiano ronaldo, um robinho ou qualquer outro bailarino.. na verdade não vão ver o que realmente significa um jogo, uma torcida, o amor por um clube (seja ele o maior do mundo ou o último colocado da quarta divisão estadual).. é triste, e é nisso que o futebol está se perdendo..

Excelente post. Salu!

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O publicitário, roqueiro e torcedor do Santo André, Guilherme Pibe, traz a visão "underground" de toda cena do futebol e do rock´n roll juntos em um só blog.



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